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Especialista Revela Como Ter uma Equipe Mais Motivada

Como Ter uma Equipe Mais Motivada: Você pode estar se sentindo assim

Com frequência tenho visto pessoas se queixando de se sentirem desvalorizados, em seus empregos e em casa, desvalorizados pelos seus chefes, empresas, familiares ou cônjuges.

Em geral esse sentimento aflora com muita força quando ocorre alguma crítica dura ou punição de algum tipo por algum comportamento considerado inadequado ou abaixo do esperado.

Sentimento de Injustiça

O sentimento de injustiça se muito intenso pode levar a vários problemas, nas empresas frequentemente esta associado com falta de compromisso, faltas, queixas, fofoca, e até sabotagens entre outros. No ambiente familiar com desmotivação, angústia, tristeza.

Olhando de perto essas relações, vemos que o sentimento de injustiça em seguida aos feedback negativos, castigos, punições, mas ele é apenas devido isso? Quando ele não ocorre as pessoas se sentem desvalorizadas? Em geral não. Mas nesses momentos elas se sentem valorizadas? Também não.

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Como Ter uma Equipe Mais Motivada: Você pode estar fazendo da forma errada

Olhando isso bem de perto vemos que o regime dos feedbacks tem uma lógica própria, algumas empresas e famílias só pontuam, apontam, comentam ou dão atenção aos comportamentos inadequados, e ficam em silêncio quando o comportamento adequado ocorre.

O Sentimento de Agonia

As pessoas que vivem e atuam nesses meios vivem, geralmente vivem entre os dois opostos os do silêncio e o da agonia. Na agonia os sentimentos de inadequação são intensos, no silêncio os sentimentos de adequação, que seriam justos, considerando o critério, não ocorrem. Dois pesos duas medidas? De fato há uma injustiça? Porque isso ocorre?

Ocorre porque temos crenças associadas com os elogios e as críticas que fazem com que os utilizemos de forma tão assimétrica e injusta. Em nossos relacionamentos essa assimetria é bastante problemática quando lidamos com crianças e adolescentes pois esses feedbacks negativos nos ensinam muito a nosso próprio respeito nessa fase da vida e sendo eles rotineiramente sobre nossos descréditos e aspectos negativos, nosso conhecimento sobre nós, nosso autoconhecimento também desenvolvesse assimetricamente… focado apenas em nossas deficiências, veremos isso agora.

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Como Ter uma Equipe Mais Motivada: Crenças associadas aos elogios e críticas

Existem algumas crenças, ou seja, formas de pensar relativamente estáveis no tempo, transmitidas através de nossa educação e também culturalmente, associadas às críticas e aos elogios e que geram muitas dificuldades como consequência.

Uma dessas crenças é de que fazer o certo ou ter um bom desempenho não é nada mais que uma “obrigação”, ou seja, algo que é naturalmente uma consequência de nossa criação, de nossa convivência em sociedade, algo comum, corriqueiro, trivial, e portanto, sem valor. Outra crença que está associada com os elogios é a de que se elogiada de forma justa e adequadamente, o elogio prejudicará a pessoa, ou a nós indiretamente, tornando-a orgulhosa e arrogante, ou preguiçosa, improdutiva, e quem sabe indiferente e desmotivada.

Um ditado popular ancestral é bastante representativo dessa forma de pensar e cabe perfeitamente aqui: “muito riso é sinal de pouco siso!” (o dente siso por nascer aos 18 anos era considerado o “dente do juízo”, aplicado ao ditado então: muito rizo sinal de pouco juízo).

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Em relação às críticas as crenças são um pouco diferentes, acredita-se que as críticas, castigos, falas duras que apontem falhas, incompreensões ou incoerências, são benéficas porque levam a um aumento da motivação da pessoa para mudar seu comportamento para um modo mais positivo, contribuindo para torná-la mais “humilde”.

Outra crença associada às críticas e castigos é a de que os castigos punições e críticas são essenciais para fazer o indivíduo progredir e trabalhar, essa crença é ancestral e é culturalmente expressa na forma de um ditado popular: “burro que não apanha não anda!”

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Como Ter uma Equipe Mais Motivada: Elogios X Críticas.

Analisando discussões de todos os tipos, de casais e famílias, amigos, e feedbacks de chefes aos seus funcionários ou parceiros comerciais, é possível perceber algo diferente e que torna os elogios e críticas tão desiguais e com impacto tão assimétrico.

A diferença central entre eles reside no fato de que os elogios, quando ocorrem, ou não fazem referencia a nada, ou seja, fazem referência apenas à tarefa, ou o fazem em relação a aspectos relativos, ou seja, aspectos dependentes das circunstâncias ou da sorte, como é o caso do elogio “bom trabalho” dado quando a tarefa está bem feita.

As críticas ao contrário fazem referência a aspectos absolutos ou pertencentes à personalidade daqueles aos quais eles se dirigem, ou permitem pensar com maior facilidade que o mal desempenho foi devido a uma característica pessoal.

Esse link entre a personalidade da pessoa e seu desempenho ruim ou negativo em geral é feito através das palavras “Você é…” e aparece das mais diversas formas, as mais comuns são “Você é incompetente”, entre patrões e empregados, “você é burro!” e “você é desastrado!” entre pais e filhos e por aí vai.

Como Ter uma Equipe Mais Motivada: Você Pode Estar Sendo Injusto

O sentimento de injustiça ocorre fortemente quando um criança traz um boletim repleto de notas altas e ouve um simples “parabéns!” e quando essas notas diminuem ouve “você é um irresponsável!! Isso é sua obrigação! Como você pode fazer isso?!”.  Não ter notas altas significa que ele é irresponsável, tem notas altas significa que ele é o que?

Trabalhadores experimentam sentimentos do mesmo calibre quando uma tarefa é dada com tempo abaixo do necessário para sua execução e naquela oportunidade isso gera alguns erros e um desempenho abaixo do esperado, e muitos constrangimentos, do tipo “Como é que é!? Para de moleza e termina isso logo! Eu não te falei que precisava disso para hoje!” uma vez que os desempenho adequados não eram mencionados, e um desempenho abaixo do esperado gerou todo esse constrangimento e sabendo que os atenuantes como o tempo escasso não foram considerados, surge o sentimento de injustiça, a desmotivação, o funcionário pode passa a pensar mais em sí que na empresa, ou exclusivamente em si, etc.

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Como Ter uma Equipe Mais Motivada: Impacto disso no autoconhecimento.

A sucessão desses eventos é responsável por nos ensinar muito a nosso respeito, só que como os elogios não ensinam, devido ao que já falamos, assim, aprendemos apenas sobre nossas características consideradas negativas, o que faz com que nosso autoconhecimento se aprofunde muito nesses aspectos e sigamos em uma espiral de sentimentos neutros e de desvalor e inferioridade.

Mas esses processos são reversíveis, com algum empenho e o suporte de um profissional competente podemos revertê-los para nos livrarmos dos efeitos deles e não passarmos isso adiante, em nossa família, trabalho, enfim todos os contextos. Se é considerado justa a agonia também o deve ser satisfação e contentamento.

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 Daniel Vignoli Psicólogo, graduado em

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Sobre Caroline Fioravante

Caroline Fioravante é Coach certificada em Wake up Coaching, Coach Professional, e Trainer pela ISPC – Lisboa – Portugal. Co-Autora do livro “Estratégias para Pequenas e Médias Empresas”, pela Editora Ser Mais. Formada em Direito pela UFRN, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios, além de cursos de Gerenciamento de Projetos, Técnicas de Melhoria de Processos pela FGV, Programa de Supervisão de Lojas – Grupo Freedman e Eneagrama. Atua como Consultora, Coach, Mentoring, além de realizar palestras e treinamentos sobre os mais diversos assuntos relacionados à liderança, planejamento estratégico, gestões de equipes eficazes, vendas e coaching.

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  • Maria Luiza

    Gostei muito do texto Daniel. Na minha infância/adolescência ouvia muito esse ditado, “muito riso sinal de pouco siso”. Posso atestar o quanto ele é prejudicial para a formação de uma pessoa. Seu texto nos lembra erros que não podemos repetir! Parabéns!